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Kenneth Li e Andrew Edgecliffe-Johnson
Financial Times, de Nova York.
O “New York Times” vai começar a cobrar pelo acesso on-line ao seu site até 2011, indo contra a prática dominante entre os grandes jornais, de oferecer seu produto principal de graça. “Estamos escolhendo este ano para acertar a questão”, disse Janet Robinson, a executiva chefe do jornal americano ao “Financial Times”. “Esta é uma decisão muito importante para nós”.
O NYTimes. Com, principal site de notícias da internet, pretende manter a maior a parcela da sua receita publicitária quando adotar o “modelo aferido”, semelhante ao do “Financial Times”, pelo qual oferecerá um determinado número de artigos de graça a cada mês, cobrando os leitores além desse limite.
O “Journalism Online”, um empreendimento separado que busca coordenar a passagem do setor para um modelo duplo de receita, estima que essas estratégias de “gratuidade” poderão preservar até 91% da receita publicitária.
Martin Nisenholtz, vice-presidente sênior da área digital no “ The Times”, disse que a estimativa estava certa do ponto de vista “ direcional”. Críticos das assinaturas on-line argumentam qua esses planos de pagamento vão destruir as receitas de anúncios on-line e levar os leitores a provedores de notícias gratuitas, como BBC, Reuters e NPR.
Gordon Crovitz, cofundador do “Journalism Online”, disse que a iniciativa do “The Times” poderá animar outras editoras a segui-la, acrescentando que ele espera que os primeiros sócios do empreendimento lancem modelos pagos usando seu sistema até junho.
O “The Times” não especificou quantos artigos estariam disponíveis de graça ou o preço para assinaturas on-line, mas disse que os assinantes do jornal impressão terão livre acesso ao site. A companhia informou que escolheu o modelo aferido para preservar a publicidade, ao mesmo tempo em que gera taxas de leitores mais ativos e se mantém “ligada a uma rede mundial de computadores movida a buscas”, mantendo-se visível em meanismos de busca como Google.
A executiva-chefe do “The Times” citou planos para adaptar o site a novos dispositivos, como o muito esperado tablet da Apple. Nisenholtz disse que os assinantes digitais terão acesso a dispositivos móveis com navegadores e poderão ter acesso a aplicativos do jornal por intermédio desses equipamentos. “Também poderemos agregar outros aplicativos na categoria digital, mas restarão alguns que permanecerão separados por enquanto”, disse o executivo.
A decisão de cobrar pelo conteúdo on-line ocorre na esteira de uma retração publicitária sem precedentes para editoras de jornais nos mercados desenvolvidos.
O “Times” começou a cobrar U$$ 49,95 pelo acesso on-line aos seus colunistas em 2005, mas encerrou o serviço “TimesSelect” em 2007, depois de atrair apenas 270 mil usuários pagantes.
“ A mentalidade mudou no que diz respeito a pagar por conteúdo ou outros produtos na internet”, disse Janet Robinson.
Embora o “TheTimes” tenha mantido negociações com provedores de pagamentos terceirizados, como o que está sendo criado pela News Corp, de Rupert Murdoch, a companhia vai desenvolver o sistema por conta própria, alegando dificuldades na integração de tecnologias de terceiros.
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