| A história
A história do Grupo Independente começa em 1º
de abril de 1951. Fundada como uma sociedade limitada por um grupo
de cem cotistas de toda a região do Vale do Taquari, a emissora,
inicialmente, não tinha interesse econômico. A iniciativa
foi liderada por Octávio Trieweiller, Ruy Azambuja e Pedro
Albino Muller, que pretendiam criar um veículo de comunicação
para divulgar e colaborar com o crescimento da cidade de Lajeado
e região. Hoje, o Grupo Independente é formado pela
Rádio Independente AM, Rádio Tropical FM e Independente
Promoções, com prédio estabelecido na Avenida
Alberto Müller, 242 - Parque do Imigrante - Lajeado - RS.
A Rádio Independente AM tem sua programação
pautada no jornalismo, enquanto que a Rádio Tropical FM leva
música e entretenimento aos seus ouvintes. Através
da Independente Promoções, o Grupo Independente interage
com as comunidades da região, participando, apoiando e promovendo
festividades culturais e de entretenimento durante o ano todo.
Pode-se dizer que a solidez e a credibilidade que a Rádio
Independente conquistou, da mesma forma que aconteceu com os demais
veículos de comunicação que hoje formam o Grupo,
devem-se ao trabalho desenvolvido pelo jornalista Lauro Mathias
Müller, filho de Pedro Albino Müller. Hoje, na terceira
e quarta geração de uma empresa familiar, o Grupo
Independente possui como diretor-presidente João Pedro Müller,
e como diretores, Gabriel Müller e Greici Feldens, respectivamente,
filho e netos de Lauro Mathias Müller.
Lauro Mathias
Muller
Nascido, em 20 de agosto de 1928, na cidade de Lajeado, filho de
Pedro Albino e Otilia Müller, Lauro Müller formou-se técnico
em Contabilidade no Colégio Marista São José
de Lajeado. Fez um curso de alto nível em Jornalismo na UFRGS,
em Porto Alegre, onde obteve o registro de Jornalista profissional.
Lauro assumiu a emissora como diretor-gerente em 1965. Em 1982 fundou
a Tropical FM e, logo em seguida, a Revista Stalo, hoje fora de
circulação. Foi o presidente fundador da União
Lajeadense de Estudantes Secundários (ULES) e secretário
executivo da Câmara de Vereadores de Lajeado por dezessete
anos onde teve participação decisiva na elaboração
de projetos importantes para a cidade. Em 1966 presidiu o Clube
Esportivo Lajeadense, clube de futebol da cidade pelo qual tinha
muita admiração e, mesmo depois de deixar a entidade,
ainda era consultado na hora de importantes decisões. Também
foi vice-presidente da 1ª FENAL e participou, anos depois,
da EXPOVALE. Presidiu a comissão dos 75 anos de emancipação
política de Lajeado; foi fundador e presidente da Sociedade
Lajeadense de Auxílio aos Necessitados (SLAN).
Tinha admiração pela política, seus comentários
eram respeitados, às vezes criticados e contestados, e costumava
encerrar suas participações com a.frase "por
hoje é só. Bom dia, amigos", como uma despedida
individual para cada ouvinte.
Lauro Müller foi também presidente da Associação
Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT),
em duas gestões nos anos 1989 a 1991 e no período
de 1996 a 1997, foi vice da entidade por catorze anos. Foi vice-presidente
da Associação Brasileira de Rádio e Televisão
(ABERT), eleito em 1988 e reeleito sucessivamente até 1996.
Dentro do meio rádio, o jornalista tinha bom conceito. Ajudou
a revolucionar o rádio brasileiro, com suas opiniões
e decisões. Sempre relatava a dificuldade de manter uma emissora
no interior, porém marcou pelo pioneirismo. Dizia-se um apaixonado
por rádio.
Mesmo com todos os compromissos na vida profissional, Lauro Müller
nunca esqueceu o lado familiar. Era católico fervoroso e
torcedor fanático do Grêmio. Casado com Lya Raia Muller,
com quem teve dois filhos, João Pedro, atual diretor do Grupo
Independente e Viviane (falecida em 1995). Muitos convites foram
feitos a Lauro Mülller para se candidatar a deputado federal
por vários partidos, mas a família sempre foi o principal
motivo pelo qual ele nunca os aceitou e também porque afirmava
que com a rádio podia fazer mais pela comunidade.
Lauro desenvolveu um trabalho de grande importância na sociedade
do Vale do Taquari, através das coberturas realizadas pela
Rádio Independente, tanto as eleitorais, quanto as de responsabilidade
social, como as enchentes, que sempre receberam especial atenção
buscando minimizar o sofrimento das famílias atingidas pelas
cheias do rio Taquari.
Lauro Mathias Müller é um nome que permanece gravado
na mente de antigos e novos ouvintes, cuja admiração
tomou dimensões estaduais e nacionais, sendo ainda homenageado
e premiado através das gerações que se sucederam
após seu falecimento. Ele não foi um dos primeiros
diretores da emissora, mas ocupa, com toda a justiça, a primeira
posição entre os nomes que precisam ser reverenciados
pelo fato da Rádio Independente ter se tornado referência
no radiojornalismo. |