A Revista Exame divulgou, no começo
de junho, uma matéria com constatações importantes
sobre o meio jornal impresso, em especial no Brasil. Selecionamos
alguns trechos importantes para a reflexão dos gestores de
empresas jornalísticas que podem auxiliar no planejamento estratégico
de suas empresas.
Em 2007, a circulação paga de jornais aumentou 12% em
relação a 2006, quase o dobro do crescimento resgistrado
no ano anterior – a maior alta dos últimos 15 anos. E
o investimento publicitário nos jornais brasileiros cresceu
quase 22% no primeiro trimestre de 2008 em comparação
ao mesmo período do ano passado. Na televisão aberta,
meio de comunicação que concentra 65% dos investimentos
em publicidade, houve crescimento de 12,6%, ficando abaixo da média
do mercado, que cravou 15%.
Por trás do crescimento da indústria de jornais em países
como Brasil, Índia e China está o aumento do poder aquisitivo
de sua população – e a inclusão de um novo
tipo de leitor. Ainda que a internet cresça rapidamente (só
no Brasil, o número de usuários aumentou 27% e passou
de 35,3 milhões para 45 milhões entre 2006 e 2007),
os jornais vêm conseguindo atrair leitores das classes C e D,
a grande massa de novos consumidores que impulsionam a economia brasileira.
Assim como querem comprar o primeiro carro, uma TV maior ou um celular,
as classes C e D desejam ter acesso a um tipo de informação
que no passado não tinham condições de pagar.
E, assim como ocorre em outros mercados de consumo, a tendência
é que esses consumidores sejam iniciados pelas publicações
mais acessíveis. Caso de Sucesso - O Jornal
SuperNotícia, de Belo Horizonte, é o exemplo mais
significativo desse fenômeno. Criado em 2002, o SuperNotícia
vende hoje em média 240.000 exemplares, a segunda maior avulsa
no país. A fórmula do jornal é moldada aos
emergentes leitores da classe C: apelo popular, preço baixo
(25 centavos), distribuição de brindes e uma agressiva
estrutura de vendas na capital mineira.
A entrada das classes C e D na base de leitores dos jornais aumentou,
de forma considerável, a quantidade de anúncios publicados
por determinados setores. Mas nenhum setor tem apostado tão
fortemente em jornais quanto o imobiliário. As incorporadoras
e as imobiliárias investiram no ano passado cerca de 2,6
bilhões de reais em anúncios, 800 milhões a
mais do que em 2006. Buscar anunciantes que estejam ligados à
realidade e expectativas desses novos leitores parece ser a chave
para agradar tanto leitores quanto anunciantes em questão
de conteúdo e resultados.
Em paralelo a essa oportunidade de mercado é importante manter
um banco de dados atualizado sobre as atividades da empresa que
permita ao gestor do jornal ter informações confiáveis
para a elaboração de planos estratégicos, estabelecendo
metas e objetivos reais. Para isso, a Access desenvolveu o Sistema
Impressão - para gestão de Jornais e Revistas, composto
pelos Módulos Anunciantes, Assinantes, Distribuição,
Classificados e Financeiro.
Exemplo – O Sistema Impressão permite
cadastrar diversas informações sobre cada assinante,
sendo possível determinar quais setores são de maior
interesse para um determinado público. A partir disso, você
poderá propor ações específicas com
a sua carteira de anunciantes, possibilitando um maior retorno a
seu cliente e garantindo a eficiência de seu jornal. |